
Pelos posts publicados aqui no blog, pode-se observar que eu venho insistentemente ignorando e negligenciando a música brasileira. Não é para menos. O cenário musical brasileiro há muito parece ter entrado em um estado de hibernação e dá última vez que tentaram mexer em alguma coisa por lá, saiu o NX-Zero, Fresno, César Menotti e Fabiano e outros produtos do mesmo gênero, o quê foi um incentivo enorme para que não se buscasse mais nada por lá. Do quê eu tinha notícia, a última aposta de música jovem e popular foi o Jota Quest, isso pelos idos dos anos 90 e de onde eles parecem nunca pretendem sair, sempre apostando na fórmula “mais do mesmo”. Qual não foi minha surpresa em notar que muita coisa boa tem saído ultimamente, ou pelo menos descoberto por mim, nestes últimos tempos. Não é que a roda esteja sendo (re-)inventada, na verdade, há até um resgate do samba de raiz e releituras de antigos clássicos da música popular brasileira, mas somente pelo salto de qualidade já está valendo. A musa dessa nova safra da música brasileira é a pernambucana radicada carioca Roberta Sá, linda, talentosa com uma voz doce, ritmada e… alguém aí tem o telefone dela? Roberta tem todos os predicados para ser minha futura esposa, já pensou acordar ouvindo “Pelas Tabelas”, de Chico Buarque, regravado no primeiro CD da cantora? Ou quando ao chegar tarde em casa, discutir ao som de “Cansei de Esperar Você”, de D. Ivone Lara, que ganhou uma releitura com toques de drum ‘n’ bass, no segundo álbum ”Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria”? Rodrigo Maranhão também foi uma excelente descoberta, fazendo um som próximo do regional, basicamente sustentado na voz e violão, amparado em letras magníficas. A cantora Mariana Aydar investe na seara do novo samba, fazendo releituras de clássicos com instrumentação moderna, como é o caso de “Minha Missão”, de João Nogueira, em uma interpretação inspirada. Outra cantora que me surpreendeu foi Luiza Possi, mais conhecida por ser a filha da interpréte Zizi Possi, que começou fazendo versões de músicas estrangeiras, sem muita personalidade, ganhou maturidade e cresceu como cantora e compositiora desde seu último disco de estúdio, “Escuta”, de 2006. O rapper Marcelo D2 vem investindo no samba desde sua estréia solo, abandonou aos poucos as letras de cunho “maconheirístico”, teve a manha de samplear trechos de outros artistas, de outros gêneros e acabou caindo no gosto popular, emplacando até música em novela da Globo (não que isso signifique grande coisa). O outro Marcelo, o Camelo, explorou “venturosamente” a bossa nova e a MPB, em seu disco solo,”Sou”, o quê é um bom consolo desde o fim (?!) dos Los Hermanos. Já no rock, a banda que mais me surpreendeu nestas descobertas não existe mais, infelizmente. A paulistada da banda Gram, que eu conhecia apenas pelo clipe legalzinho da música “Você pode ir na janela” se separou deixando aos fãs órfãos, inclusive os novos como eu, apenas 2 discos, pode se ver que os caras tinham muito potencial. Viciei em “Seu minuto, meu segundo”, do álbum de mesmo nome, no qual tem uma leve semelhança com o The Killers (ênfase no LEVE), não sei se pela batida, ritmo ou temática. Dos que permanecem na ativa tem o Moptop, que chegou a abrir em 2007 os shows em SP para a minha banda favorita, o KEANE (uma das favoritas, pelo menos). Seu som ecooa pros lados do Artic Monkeys e The Strokes, sem falar das capas e da arte dos discos que é digna de qualquer banda de sucesso internacional. Para finalizar o tour pela nova música brasileira, não poderia esquecer o cantor e compositor mineiro Vander Lee, que na verdade já está na ativa desde 1987, mas que só começou a ganhar reconhecimento a partir de 2005-6, com suas letras de uma poesia incrível e de uma sensibilidade enorme. Ufa! Acho que é só, pra quem achava que a música brasileira não tinha mais nada a oferecer já é um ótimo começo.
Rodrigo Maranhão – Caminho das Águas

First things first;
-Roberta Sá é casada com o Pedro Luís de Pedro Luís e a parede. (espero que quando ela acorde da hipnose não seja tarde demais)
-Marcelo Camelo namora a Malu Magalhães (só com isso já perdeu a credibilidade)
-Marcelo D2 é um vendido, foi no Faustão
-Luiza Possi… really? Did we really got that low? Hahahhahah
Mas sim, Moptop é bem legalzinho… Abriu pro Interpol no ano passado também.
Mas Fresno, Nxzero, Forfun e todas essas bombas podem ir direto pro limbo dos cds vendidos a 4,99 num balcão nas Lojas Americanas
By: Tali on March 29, 2009
at 02:33
Sou igualmente desconhecedor de música brasileira.
Mal conheço esses aí^. Mas fiquei com vontade de escutar algumas coisas, sim.
Mas, citaria ainda Vanessa da Mata e Vanguart. Bons também. E na música eletrônica tem o Gui Boratto.
By: neandromir on April 9, 2009
at 00:26
Realmente, a música brasileira está bem desinteressante ultimamente. Não conhecia a maioria, mas já procurei ouvir alguns. A Roberta Sá é realmente boa. Tenho que confessar que já pesquei várias referências musicais aqui, Rilo Kiley, Greg Laswell e Teitur são algumas delas. Parabéns pelo blog, já acompanho ele a… caramba! já faz um ano que eu acompanho ele! Você deveria voltar a postar por aqui, seu blog vale a pena acompanhar!
By: luisbenini on October 17, 2009
at 23:56